
Inicialmente não pensei que estivesse falando comigo, por isso fiquei parado (observando). Só agora tomei ar e decidi te responder. Enquanto escrevo vc dorme, então sou eu que espero... Que espero que me diga mais... Que me fale das coisas do seu mundo. Que me mostre suas coisas sem sentido... Adoro coisas sem sentido, elas escondem todas as cores que juntas se travestem de branco. Não sei se a sua coragem de me desnudar de forma tão leve e intensa me trouxe o pudor que há tempos, desde que me tornei homem, não sentia. Um desnudar que perco meu peito inflado, meus ombros erguidos e torno-me um simples homem... Tão homem quanto qualquer outro homem da face da terra. Não estou acostumado a me sentir assim, por isso não entrei ao primeiro chamado. Mas agora me sinto pronto... Talvez, pronto, não seja a palavra. Acho que me sinto preparado. Quero adentrar em seu mundo e vivencia-lo em cada viela, cada beco escuro. Descobrir seu centro e sua periferia... Passear no mais profundo abismo de ti até o mais raso da sua superfície. Assim como a noite chega e cobre o dia, num abraço singelo e misterioso fundir-me-ei em ti.