domingo, 14 de junho de 2009


Acordou lembrando da cançaõ que diz que a vida é bela, o sol uma estrada amarela, e assim foi conferir o que havia de belo e de sol amarelo para além do seu quarto escuro, e da sua sala com pequenos pedaços de sol nas brechas da janela.
Comprou uma rosa vermelha, e levava, também, seus cachos de cabelo recém cortados para presentear Iemanjá.
A dona das águas salgadas abraçou os cabelos que se misturaram com as ondas e se perderam na imensidão do mar. Já a rosa passeou por entre seus braços, mas foi cuspida como uma poça de sangue na areia branca da praia vazia.

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