O tempo se esvai
exaurido na calçada
com latas de cervejas e urina dos bêbados.
O rato passeia
e para para roer a roupa do mendigo no chão.
Um menino acizentado sentado na sarjeta
come resto de comida catada do lixo
Um outro em pé
chama-me de tio e me pede um cigarro.
Eu me embriago enquanto assisto cenas surreais do cotidiano banal.
Se 2012 realmente for o fim desta festa fúnebre,
será que perceberemos que já estamos quase mortos?
todos os dias fragmentos dessa grande festa... mas penso que as festas têm vários temas, e nao só os fúnebres dançam lentamente no cotidiano e nos atravessam.
ResponderExcluirtemos que tentar inventar festas em mundos menos carregados de dureza...
e isso é um desafio tao grande quanto a nossa própria vida.
saudade