quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Violência nossa de cada dia

Num átimo, enquanto se espera o sinal abrir e
um solavanco de um corpo sujo contra o dele, enquanto levam seu celular, relógio ou carteira e
no susto, um desequilíbrio e
uma roda de ônibus passando em cima de suas pernas, enquanto pessoas atônitas e curiosas assistem, como platéia, o sangue jorrando de um pequeno chafariz que desenha no asfalto sujo a face da Morte.
E foi assim a primeira cena de uma manhã/numa quarta-feira/no centro da cidade/de uma capital/de um país extremamente injusto e desigual.


(Trilha do dia: Construção – Chico Buarque.)

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