A pseudo-intenção do "Às vezes me sinto um e.t." é o de montar o quebra-cabeça-mutante que é a percepção da vida de um ponto de vista um tanto quanto nonsense, lírico, infantil e caótico... experimentando a liberdade de quem escreve e arremessa seus escritos ao mar numa tentativa de contato com outros seres que ora vagam, outras divagam na desórbita do mundo, seres das mais diversas formações, reais ou imaginários (não-seres).
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Viagem à Chapada (último dia)
A despedida foi como se deixássemos velhos amigos: O recepcionista do camping, que toca numa banda de reggae; A familia rippie, artesãos de lindos sonhos; Os amigos da casa-restaurante-repleta-de-vinis-e-uma-vitrola-incrível-na-sala, que me emprestou um livro para que eu entregasse a qualquer tempo num novo reencontro; A família recifense, que encontrávamos em trilhas, ônibus, cachoeiras... sem que marcássemos encontro; O moto-táxi, récem-rechegado à vila, que por conta de uma paixão por uma nativa deixou sua terra natal, que para minha surpresa era um lugar menor que o vale do Capão; Viviu, o dono da mercearia, com seu horário comercial próprio: "abro qdo quero e fecho quando me enche o saco"; As flores; Os dreads looks coloridos; As cachoeiras; O Cheiro de terra; As estrelas; O silêncio; A sinfonia dos pássaros...
Dor no coração. Uma parte de mim volta e uma outra maior fica. Não quero acreditar que o sonho acabou!
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