sábado, 6 de fevereiro de 2010

Viagem à chapada (1º Dia)










Na rodoviária de Salvador esperando o ônibus para Lençóis – BA.

A cidade esta mais esquizofrênica e desequilibrada a cada dia. Eu sou parte dela, afinal ela nada mais é do que o holograma de nossas construções internas. Percebo, então, o caos em que me encontro: excesso de barulho, poluição visual, intoxicado, vaidoso, competitivo...

Estou precisando fugir um pouco do tempo da cidade, da hora marcada, do dentista, do trabalho, do cinema, do banco, de tudo rigidamente oprimido pelo relógio. Quero viver o tempo da natureza, do agora, principalmente da minha natureza, que nem sei mais o que de natural existe nela. Será um resgate desta essência ou puro bucolismo este meu conflito?

Perceberei isto na minha breve viagem. Quero ver até onde se estenderam os tentáculos disso que tornam as cidades, e até seus pontos mais pitorescos, em meras vitrines do capitalismo.

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