Hoje o dia foi de espera e deslocamento. O ônibus que nos levaria de Lençóis para Palmeiras varia entre o meio-dia e o infinito. Chegou quase três horas da tarde, quatro de espera, mas nada desagradável, afinal estávamos na sombra, e na praça da cidade é possível repor a garrafa com água mineral.
A paisagem da viagem é linda, víamos o dia bem iluminado com suas nuvens roçando os arranha-céus de pedra; um verde vivo e intenso e flores exuberantes. Tantos eram os estímulos de ambos os lados do ônibus que era impossível permanecer em apenas um dos lados da janela.
Quase duas horas de viagem depois desembarcamos em Palmeiras, uma cidade pequena e muito aconchegante, mas não tivemos muito tempo de conhecê-la, afinal nosso destino era o vale do Capão e os carros (Rural Willys) já fechavam a lotação de passageiros.
De Palmeiras para o Capão atravessamos uma estrada de terra numa viagem pitoresca. Ficamos hospedados num chalé da pousada Sempre-Viva, um lugar legal colorido de flores lindíssimas e com uma freqüência imensa de estrangeiros dos mais variados estilos e cabelos, muitos dread looks interessantes.
A vila é muito bonita e singela. Estava muito cheia de turistas num clima meio fora do que eu esperava do Capão... Rapazes tatuados embriagados ouvindo som alto do fundo de um carro, numa imitação do que já vi nos locais que antes eram paraísos perdidos, e num repente encontrados (invadidos) por uma galera modista que não procuram sua praia, só na onda de invadir praias alheias poluindo e estragando tudo que acham pela frente.
Jantamos na casa de Dalva, uma casa residencial que também serve refeições e lanches como o famoso pastel de palmito de jaca.
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