sábado, 6 de fevereiro de 2010

Viagem à chapada (2º Dia)


Estou em Lençóis. Cheguei por volta das 5 horas da manhã. Saindo do ônibus com a cara amassada de sono, vários “nativos” disputam os passageiros gritando nomes de pousadas e oferecendo passeios turísticos. Como não havia feito programação prévia nem reservado local pra ficar, fui com a barraca de camping e muita disposição para aventurar todas as situações que uma viagem não-programada pode nos reservar, então segui andando pelas ruas sem rumo definido enquanto um dos guias que estavam na rodoviária seguiu-nos (eu e Bruno), como se tivéssemos combinado algo, conduzindo-nos para uma casinha bem simples, porém com camas confortáveis, geladeira, fogão e banheiro com ducha quente. É claro, ficamos!

Logo a simplicidade da casa somado ao olhar doce e assustado da vizinhança enterneceu minha alma. Começo a retirar minhas armaduras, que na cidade, muitas vezes, é essencial para transitarmos nela. Já me sinto mais tranqüilo em desfazer o cenho fechado, e não sou abordado, a cada segundo, por um pedinte. Não preciso ficar tão em alerta, pois o transito de carros não é tão intenso e desordenado quanto em Salvador. Estou feliz, não tenho internet, não recebi nenhuma ligação, digo bom dia aos vizinhos e eles respondem felizes, estou ouvindo Elis Regina e ainda tenho chuveiro quente. É, acho que estou bem.

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